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10 vídeos imperdíveis de Mário Sérgio Cortella que professores e gestores escolares deveriam assistir

14 de novembro de 2018 | sem comentário | Categoria(s): Educação

Tempo estimado de leitura: 9 minutos (1892 palavras, 10454 caracteres)

Mário Sérgio Cortella é um nome conhecido no área da educação, e se você faz parte dela, certamente sabe de quem eu estou falando. O filósofo, educador, escritor e palestrante faz reflexões sobre a sociedade, a educação e problematiza diversos conceitos. A força de suas palavras encontra eco entre professores, gestores e outros profissionais ligados ao campo de ensino, que se inspiram por elas.

 

Se você nunca teve a oportunidade de assistir a palestras dessa grande referência, mas quer conhecer suas ideias e saber o que o torna tão popular entre os educadores, nós vamos te ajudar! Abaixo preparamos uma lista com vídeos memoráveis de Cortella para você, então prepare a pipoca e comece a sua maratona!

 

1. Gerações em ebulição

 

 

De que geração você é? Daquela referente ao seu ano de nascimento ou das várias que surgiram no decorrer da sua vida? É alguém do tempo passado, do agora ou que está sempre com o pé no futuro? A discussão sobre as gerações é a tônica do bate-papo entre o filósofo Mário Sérgio Cortella e o jornalista Pedro Bial, e está registrada nesse vídeo que acabou resultando no livro Gerações em Ebulição – O passado do futuro e o futuro do passado.

 

A visão das diferentes gerações sobre temas como etapas da vida (estudo, trabalho, aposentadoria), expectativa de vida, nostalgia, militância, sexualização, liberdade e história é colocada em pauta, assim como o contexto no qual ela está imersa. A conversa reflete a ebulição constante na qual estamos todos irremediavelmente mergulhados.

 

2. Oportunidades nas mudanças

 

 

O medo da mudança é comum a todos, e Mário Sérgio Cortella não passou imune a ele. Na palestra desse vídeo o filósofo conta uma história que resultou em grandes lições. Na época em que os computadores estavam surgindo, ele ajudou a implantá-los em escolas da prefeitura, mas pessoalmente não o adotava por medo e arrogância, conforme ele mesmo relata, pois achava que não precisava de mudança, e que se ficasse grudado “feito um tatu no fundo da toca” as coisas iriam passar.

 

Quando finalmente decidiu aderir ao computador, não quis aprender com os filhos a como utilizá-lo, pois achou que não teriam nada a ensinar a ele, que era professor e tinha mais experiência de vida. Por não querer ser ensinado, acabou deletando o texto de um livro que estava escrevendo, o que hoje atribui à arrogância e à incapacidade que tinha de se integrar a um processo de mudança.

 

Cortella revela que o computador para ele acabou sendo uma estupenda transformação, e que era incômodo ter que aprender, mas que isso acabou trazendo muita facilidade à vida dele. Dessa forma, entendeu que a mudança pode ser uma grande oportunidade de seguir rumo ao futuro. Hoje sabe que até o ato de caminhar exige o risco de um desequilíbrio momentâneo, mas que você só consegue quando perde o medo de cair.

 

3. Faça o teu melhor

 

 

Fazer o melhor ou fazer o possível? Essa é a questão que Mário Sérgio Cortella levanta nesse vídeo curto, mas de grande poder motivador. Ele explica que muitas pessoas se conformam com o possível, que é algo que acalma, sossega, mas que acaba resvalando na mediocridade.

 

É comum ver pessoas que já se habituaram com o possível reclamando, dizendo que as coisas não dão certo, mas ele acredita que a sorte segue a coragem, e que o impossível não é um fato, e sim uma opinião. O conselho do filósofo é que as pessoas façam o seu melhor dentro das condições que têm, enquanto não tiverem condições de fazer melhor ainda.

 

E você, está fazendo o seu melhor? Inspire-se nas palavras de Cortella e faça!

 

4. Humildade pedagógica

 

 

Você que é professor, tem a capacidade de aprender com um aluno com metade da sua idade? Você que trabalha há décadas na escola, consegue de aprender com alguém que tem bem menos tempo de experiência? Você que é jovem, pode aprender com um idoso? Essa capacidade é o que Mário Sérgio Cortella chama de humildade pedagógica, que existe quando a pessoa não tem a arrogância e a mente fechada só para o que ela acha certo, e entende que tudo se mescla com velocidade.

 

Cortella fala também que há pessoas idosas e pessoas velhas. Idoso é alguém com mais idade, mas velho é quem perdeu a capacidade de renovar-se, quem acha que não conseguirá aprender, quem acredita que as coisas são como são e que então é só continuar fazendo o mesmo. A pessoa “velha” não precisa necessariamente ser idosa, pois há jovens que também sofrem dessa tal “velhice”.

 

5. Excelência é horizonte

 

 

Todos gostamos de receber um serviço de excelência. Mas o que é a excelência? Conforme Mário Sérgio Cortella descreve na palestra desse vídeo, excelência é a incansável busca por fazer mais e melhor. É o horizonte, que não está lá para que você consiga alcançá-lo, mas para te impedir de parar de caminhar.

 

Um profissional de excelência, conforme Cortella, é aquele que faz mais do que a obrigação porque tem a obrigação como ponto de partida, e não de chegada. É aquele que encanta, e transmite essa vitalidade às outras pessoas. Esse profissional pode ser um garçom, um médico, um professor, alguém de qualquer área, desde que tenha essa chama, essa busca pelo horizonte.

 


 

6. O bom líder inspira

 

 

Atenção gestores escolares, esta opção da nossa lista é para inspirá-los. Em poucos minutos de vídeo Mário Sérgio Cortella consegue passar grandes lições sobre liderança. Para exemplificar suas ideias, ele usa a experiência que teve na Secretaria da Educação de São Paulo, com Paulo Freire como seu chefe.

 

Ao relembrar momentos dessa época, o filósofo fala que até quando era chamado para a sala de Paulo Freire para receber uma bronca, ia animado, pois sabia que iria sair de lá melhor do que entrou. Isso acontecia porque ele via em Freire muito mais um líder do que um chefe, e o admirava, seguia e se inspirava.

 

Cortella define um líder como aquele que corrige sem ofender e orienta sem humilhar. Motiva, em vez de ordenar. Para ele, Paulo Freire não era infalível, como ninguém é, mas a inteligência estava na consciência de sua falibilidade.

 

7. Trabalho em equipe

 

 

Em qualquer ramo, é importante que as atividades sejam desenvolvidas priorizando o trabalho em equipe, e não a individualidade. É essa temática que Mário Sérgio Cortella aborda nesse vídeo. Conforme o filósofo, é importante que as estruturas não dependam de uma peça única, pois assim não são desenvolvidas capacidades nos outros membros da equipe, e ela fica na dependência de uma pessoa só, o que é arriscado.

 

Para ele, a relação de liberdade e responsabilidade é complexa porque passa pelo princípio do respeito ao outro, e isso não significa apenas tratar bem, mas reconhecer no outro uma capacidade e perceber que ele pode fazer coisas que você não pode, e vice-versa. Assim, quando há alguma situação difícil, o grupo consegue construir uma saída junto.

 

8. Qual a sua motivação?

 

 

O que te motiva? Há alguma paixão que inspira a ir para frente? É sobre esse tema que Mário Sérgio Cortella se debruça na palestra desse vídeo. Ele traz como exemplo de motivação a banda Rolling Stones, que tem quase 60 anos de estrada e está na ativa até hoje, movimentando platéias com seus integrantes setentões.

 

O filósofo cita um episódio que mostra o quanto a busca por excelência é uma constante na banda. Quando ela completou 50 anos de formação, os músicos lançaram um novo álbum e, mesmo já tocando juntos há décadas, decidiram ensaiar oito horas por dia todos os dias durante um mês. Essa procura inesgotável pela perfeição é, segundo Cortella, o que faz a Rolling Stones ser a maior banda de rock da história.

 

9. Cautela imobilizadora

 

 

Ter um pouco de cautela é importante, mas a sua chega ao ponto de te imobilizar? A cautela imobilizadora acontece, de acordo com Mário Sérgio Cortella, quando a pessoa chega ao ponto de achar que se ela não mudar o que faz e continuar parada aonde está, as coisas continuarão do mesmo jeito, do modo confortável, e isso não é uma verdade. É sobre essa questão que o filósofo trata na palestra desse vídeo.

 

Ele diz que na área de educação lida-se muito com processos, e que eles sempre representam mudanças. A cautela imobilizadora faz a pessoa achar que a partida pode ser adiada, que a hora de mudar pode ficar para outro momento, o que é extremamente negativo, porque a pessoa continua aonde está quando tudo em volta exige uma alteração.

 

10. Informação x Conhecimento

 

 

Sabemos que existe diferença entre informação e conhecimento, certo? Mas você sabe explicar qual é? Mário Sérgio Cortella sabe, e é isso que ele faz nesse vídeo que fecha a nossa lista. Para o filósofo, conhecimento é aquilo que você se apropria e nunca esquece, ao contrário da informação, que é esquecível.

 

Para ele, a confusão entre conhecimento e informação é o ponto no qual algumas escolas podem acabar se enrolando, pois para transformar informação em conhecimento é preciso saber selecionar, ter critério. Do contrário, as pessoas são soterradas de informações que não conseguem abarcar.

 

A internet, por exemplo, é uma poderosa máquina de informação, mas para navegar, e não naufragar no mar de possibilidades, é necessário saber o que se busca e usar critérios de seleção.

 

Leia mais
– Desvende o ensino 4.0 e prepare a sua escola para ele
– Os quatro pilares da educação e o papel da tecnologia

 

Gostou dos vídeos de Mário Sérgio Cortella? Qual te inspirou mais? Comente aqui!

 

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A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.


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