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Restrição alimentar nas escolas: como a instituição pode melhorar a comunicação entre pais e cantina

17 de maio de 2019 | sem comentário | Categoria(s): Relacionamento Pais / Escola

Tempo estimado de leitura: 9 minutos (1707 palavras, 9660 caracteres)

Você já reparou na quantidade de pessoas que possui algum tipo de restrição alimentar? Só para você ter uma ideia, 8% das crianças e 2% dos adultos sofrem de alergias relacionadas à alimentação. Boa parte da população também é afetada por intolerâncias, como por exemplo à lactose (35%) e ao glúten (2 milhões de pessoas no Brasil). Já pensou que muitos alunos da sua instituição podem fazer parte dessas estatísticas? A restrição alimentar nas escolas é uma questão que não deve ser ignorada, e os pais podem ajudar a lidar com ela.

 

Por que eu levantei esse assunto? Porque reações e ataques alérgicos podem ser realmente perigosos, ainda mais quando estamos falando de crianças. Casos assim podem acontecer na hora do lanche, quando os pais não estão por perto para vigiar o que os filhos consomem. A sua escola está preparada para evitar situações de perigo no intervalo da merenda?

 

O primeiro passo, é claro, é a busca por informações. Então venha comigo e entenda um pouco mais!

 

Alergia x Intolerância

 

A confusão entre alergia e intolerância a alimentos é bastante comum. A diferença mais notável está na reação do corpo ao que é ingerido. Veja:

 

Alergia – É quando o organismo identifica a comida como um agente agressor e dá uma resposta imunológica generalizada, produzindo anticorpos para combatê-lo. A reação pode ser leve ou agressiva. Em casos mais severos, há o risco de morte.

 

Intolerância – É quando o corpo tem dificuldade de digerir certos alimentos de forma adequeada, gerando sintomas que podem afetar os sistemas gastrointestinal, respiratório e cutâneo.

 

Restrições alimentares comuns

 

Agora que você já entende a diferença entre alergias e intolerâncias e sabe da gravidade que podem ter, vamos nos aprofundar um pouco mais! Conheça quais são os tipos mais comuns de cada uma:

 

Alergias

 

  • Leite – Alergia à proteína do leite, como você já sabe, não é a mesma coisa do que intolerância à lactose, mas os alimentos que devem ser evitados são os mesmos: leite, queijo, iogurte, manteiga, sorvete, chocolate e todo tipo de alimento com a presença de lactose.

 

  • Ovo – A proteína do ovo é usada em diversos tipos de comidas congeladas, misturas e doces. Então para quem tem esse tipo de alergia, não basta evitar apenas o ovo e os alimentos mais óbvios que o utilizam, como omeletes e comidas à milanesa. Até marshmallows o contém. Portanto, é necessário muita atenção à tabela nutricional dos alimentos.

 

  • Glúten – Como você já deve adivinhar, a alergia a alimentos que contêm glúten também é diferente da intolerância ao glúten, mas os alimentos com restrição são os mesmos. O glúten pode ser encontrado na proteína de alimentos como aveia, trigo, centeio, malte e cevada.

 

  • Frutos do mar – Camarão, lagosta, siri, mexilhão, peixe e outros tipos de frutos do mar são frequentemente causadores de alergias. Porém, o fato de alguém ser alérgico a crustáceos não significa que será também alérgico a peixes, e vice-versa. As proteínas são diferentes, então na maior parte dos casos as pessoas não são alérgicas às duas coisas.

 

Intolerâncias

 

  • Lactose – A intolerância à lactose é muito comum e pode ser leve, moderada ou grave. Quem a possui deve evitar leite, derivados e qualquer alimento que os contenha.

 

  • Glúten – Esse tipo de intolerância é também bastante comum. Os que a têm devem evitar todos os alimentos que possuem essa proteína em sua composição. Por isso é importante sempre consultar a tabela nutricional.

 

  • Levedura – A levedura está presente em uma variada quantidade de alimentos, então os intolerantes a ela devem evitar pães, bolos, molhos, sobremesas, e muitos outros.

 

  • Histamina – Alimentos enlatados, conservas, defumados, café, cacau, iogurte e uma gama de alimentos que liberam a histamina no organismo devem ser evitados por quem possui esse tipo de intolerância.

 


Situações que podem acontecer na hora do lanche

 

Entre os diversos alunos da sua escola, certamente há aqueles com algum tipo de restrição alimentar. A sua instituição de ensino tem cuidados especiais para que situações críticas não aconteçam na hora do lanche? Vou te citar algumas delas:

 

 

  • Ataques alérgicos

 

 

Reações alérgicas podem ser perigosas e pôr em risco a vida da criança. Alguns dos sintomas que podem indicar que o estudante está tendo um ataque alérgico são: coceiras, bolhas e vermelhidão pelo corpo; inchaço nos olhos, orelhas, boca e língua; desconforto na garganta; dor abdominal e falta de ar.

 

Em casos mais críticos, a alergia pode causar um choque anafilático. É importante que a escola saiba identificar quando isso acontece, pois indica que a vida da criança corre perigo. Alguns sintomas desse choque são: sensação de desmaio; náusea e vômito; pulsação acelerada; palidez; pele fria e úmida; confusão mental e perda de consciência. Em casos assim, a criança pode sofrer uma parada cardíaca.

 

Os sintomas de alergia alimentar podem aparecer logo depois da ingestão do alimento ou em até duas horas. Em raros casos, eles aparecem muitas horas após o consumo. É importante que a criança que está tendo um ataque alérgico seja levada o quanto antes para o hospital.

 

 

  • Reações de intolerância alimentar

 

 

As reações por intolerância são menos críticas do que as por alergia, mas ainda assim requerem atenção da escola. Uma criança com intolerância alimentar pode apresentar sintomas como inchaço abdominal; dor de barriga; diarréia; azia; dor nas articulações; dor de cabeça constante; cansaço; manchas na pele e coceira.

 

Como você deve ter notado, alguns dos sintomas da intolerância são semelhantes aos da alergia. No caso da intolerância, eles podem demorar horas para se manifestar, ou até dias.

 

Como tornar a hora da merenda mais segura

 

Não quero te apavorar, mas você percebeu como a hora da merenda pode ficar perigosa se a criança que possui restrição alimentar consome algum alimento que não deveria? Talvez situações assim ainda não tenham acontecido na sua escola, mas te aconselho a não dar chance ao azar. Quanto mais a instituição for crescendo e tendo mais alunos, mais chances haverá de um deles ter alergias ou intolerâncias. Então minha dica é: previna-se.

 

Quer saber como? Tá, vou te entregar a solução de bandeja:

 

Comunicação direta entre pais e cantina

 

A forma mais eficaz de evitar esse tipo de problema é disponibilizando um canal de comunicação direto entre a cantina e os pais. Ninguém melhor do que eles para conhecer a restrição alimentar do filho, não é?

 

Todos os pais da escola podem informar à cantina sobre as restrições. A cantina pode listar os casos de intolerâncias e alergias que existem na instituição e disponibilizar opções de lanches que não contenham os agentes causadores.

 

Esse canal entre pais e cantina não precisa ser uma ferramenta exclusiva para essa função. A própria plataforma de comunicação da escola pode ser usada para isso. A solução que desenvolvemos aqui na ClipEscola, por exemplo, já permite a inclusão da cantina no fluxo de comunicação escolar. Pela plataforma, tanto os colaboradores da cantina quanto outros fornecedores de alimentos terceirizados podem ser autorizados a ter essa comunicação direta com os pais e responsáveis. Você pode obter mais informações sobre isso por aqui.

 

Moeda virtual para gastos dentro da escola

 

Uma solução complementar à que eu te dei é a adoção de uma moeda virtual para todos os gastos dos alunos dentro da escola. O motivo é simples: dinheiro físico não pode ser rastreado, então com dinheiro de papel não dá para os pais saberem o que os filhos estão comprando, e se estão seguindo a dieta restrita como deveriam. Com o virtual dá!

 

Vou te explicar. A ClipEscola, além de permitir a comunicação direta entre cantina e pais, também está desenvolvendo uma moeda virtual chamada ClipCoin. Esse dinheiro digital poderá ser usado pelo aluno para consumo interno dentro da escola, e tratá um histórico de todos os gastos que forem efetuados. Ou seja, os pais terão como controlar se o estudante está comendo o que deveria ou não.

 

Essa possibilidade evita que a criança, apesar de saber de sua alergia ou intolerância, decida consumir mesmo assim alimentos para os quais possui restrições. E se você está se questionando: “por que ela faria isso?”, te respondo: “porque é criança!”.

 

Os pequenos muitas vezes não têm a real dimensão do problema, e podem passar por cima de uma orientação só pela vontade de comer aquilo que querem, contando que os pais não descobrirão. Com o ClipCoin, no entanto, eles descobrem, então a criança não conseguirá consumir alimentos que não deveria sem que os pais fiquem sabendo.

 

Viu como a restrição alimentar nas escolas é um problema que tem solução? A hora da merenda não precisa ser um momento de perigo, basta prevenir!

 

Leia mais
– Merenda escolar: o que as crianças e os pais preferem?
– Moeda virtual para gastos dos alunos: que tal essa ideia?

 

E aí, já está expert no tema restrição alimentar nas escolas? Que tal agendar uma reunião para conhecer a plataforma que te ajudará a resolver o problema?

 

Infográfico - Atividades que você pode melhorar na sua escola

 

A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.


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