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Design Thinking na Educação

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02 de julho - 2021

Design thinking na educação: estimule o pensamento criativo e inovador dos seus alunos!

Tempo estimado de leitura: 9 minutos (1819 palavras, 10519 caracteres)

Você já percebeu que há conceitos que, depois de implementados no mundo corporativo com sucesso, encontram um caminho até o ensino? O design thinking é um bom exemplo disso. E faz sentido, não faz? Afinal, a escola precisa andar alinhada com as tendências e mudanças que estão acontecendo fora de suas paredes, pois é o que o aluno encontrará no futuro, quando chegar ao mercado de trabalho. Por isso, hoje você vai entender tudo sobre design thinking na educação e quais são as etapas para colocá-lo em prática. Vamos lá?

 

O que é design thinking?

 

Primeiramente, vamos entender certinho o que é design thinking, para depois falarmos de como ele pode ser trabalhado na educação, pode ser? Então tá. Design thinking, como o nome já diz, é o “pensamento de designer”. É uma forma de pensar que coloca o aspecto humano no centro das ações no desenvolvimento de projetos. Ele une a visão humana do design com aquilo que é viável de ser executado usando os recursos e tecnologias disponíveis.

 

A ideia é conseguir sentir ao máximo possível “a dor do outro” no momento de construir projetos para atendê-la. É entregar ao público aquilo que ele realmente necessita, e não o que “se acredita” que ele necessite, com base em análises frias e nada empáticas. No processo de design thinking, entram em cena equipes multidisciplinares, capazes de agregar com conhecimentos de áreas diferentes, e também entrevistas e experimentações com o público-alvo.

 

O processo não é pensado de forma compartimentada, em fragmentos que depois se unem para formar o todo. Ao contrário, nesse conceito o processo já parte, desde o início, da visão do todo. O pensamento predominante é o sintético, e não o analítico. É claro que o analítico também é usado em alguns momentos, mas ele não é o pensamento-base do projeto.

 

Origem

 

O design como uma forma de pensar surgiu na área da ciência em 1969, com o livro The Science of the Artificial, de Herbert A. Simon. Em 1973, ele deu as caras na área de engenharia com o livro Experiences in Visual Thinking, de Robert McKim. Posteriormente, o termo “Design Thinking” foi alcunhado por Rolf A. Faste, professor de Stanford e designer. Ele era colega de David M. Kelley, fundador da IDEO, empresa de consultoria de design de produtos dos EUA, pela qual o termo começou a se popularizar. 

 

Em 2009, Tim Brown, CEO da IDEO, lançou o livro Change by Design, que chegou ao Brasil com o nome “Design Thinking – Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias”. A obra virou um best-seller, e foi fundamental para a popularização massiva do termo.

 

Como fazer design thinking na educação?

 

Você já pegou a ideia do que é design thinking, não é? Agora deve estar pensando: “mas como eu passo isso para a educação?”. É justamente sobre isso que iremos falar agora. Em geral, muito do processo que é feito no mundo corporativo pode ser realizado na educação, mas com algumas adaptações.

 

Os alunos podem desenvolver projetos para pessoas reais, como a comunidade do entorno da escola, por exemplo. A  instituição pode contar também com uma parceria com empresas que proponham os desafios para os estudantes desenvolverem, e possibilitem que isso seja testado. Há também a possibilidade de a escola ou os estudantes escolherem os públicos aos quais seus projetos se destinarão, desde que sejam pessoas às quais eles possam ter acesso para entrevistar e, posteriormente, testar o produto.

 

O desenvolvimento dos projetos acontece de forma colaborativa, como já é no mundo dos negócios. A diferença é que as equipes não serão exatamente “multidisciplinares”, pois os alunos não têm especialidades ainda. É possível tentar fazer uma aproximação disso dividindo a turma por “inclinações” para algumas áreas. Por exemplo: formar um grupo composto por um estudante que se destaca muito em matemática, outro que se destaca em português, outro que se destaca em artes, etc. Você pegou a ideia, né?

 

Etapas do design thinking na educação

 

A aplicação do design thinking na educação segue algumas etapas. É preciso ter em mente, porém, que a sequência delas não é algo “gravado em pedra”. As coisas não precisam, obrigatoriamente, seguir uma linearidade engessada. As etapas podem permear-se, desde que a coerência do todo seja mantida

 

Pode ser que você encontre as etapas que virão a seguir com diferentes nomes, quantidades e até ordens, dependendo do local em que estiverem. Há uma certa variação nisso. O importante, porém, é a ideia do que precisa ser feito. Assim, podemos dividir o design thinking na educação em cinco etapas:

 

  • Empatia

 

Esse é o estágio inicial, no qual é preciso levantar todas as informações sobre o problema ou desafio. Aqui, é claro, os usuários da solução que será criada pelos alunos precisam ser ouvidos. Se os estudantes estiverem fazendo algo para a comunidade escolar, para um público específico selecionado por eles ou pela escola, ou mesmo para um público de uma empresa (caso haja aquela parceria entre empresa e escola), é agora que os alunos devem falar com eles, entrevistá-los.

 

É importante fazer uma imersão em seus hábitos, comportamentos e tentar entender a necessidade deles que será atendida e como se dará essa experiência. Os alunos devem procurar por padrões. É preciso também ter atenção a coisas mais sutis, como o sentimento e desejos dessas pessoas, pois eles podem ser pistas relevantes para o projeto. O público entrevistado não deve ser direcionado a nada, e nem julgado de nenhuma forma. O momento é apenas de absorção. Tudo deve ser anotado, para que nada se perca.

 

  • Definição

 

Agora é o momento de interpretar tudo o que foi coletado. A equipe deve se reunir e buscar, com todas as cabeças pensantes do grupo, enxergar como se dá a experiência do usuário. É aquele momento de tentar vestir o sapato do outro. É preciso questionar-se sempre: “há algum aspecto que estamos deixando passar”?

 

Desse exercício, surgirão vários insights, que não são ainda a ideia de um produto, mas as coisas essenciais que ele deve ter, as necessidades que não pode deixar de atender. Cada insight deve ser registrado e colocado em um local de fácil visualização no ambiente em que os alunos estiverem reunidos, o que normalmente é feito com post-its.

 

  • Ideação

 

Essa é uma fase de brainstorming, na qual os membros do grupo devem colocar todas as ideias sobre o produto a ser criado para fora, sem freios e sem julgamentos. Todas são bem-vindas, até as que parecerem mais absurdas. Não é a hora de se limitar. Quanto mais diverso esse grupo de alunos for, mais possibilidades surgirão. É o momento de pensar fora da caixa.

 

Após todas as ideias terem sido colocadas para fora, os alunos começam a fazer a seleção delas. Uma possibilidade para isso é fazer uma votação e reduzir a quantidade de ideias a três. Essas três finais devem ser bem avaliadas pela equipe, levando-se em consideração também os recursos disponíveis e a viabilidade do projeto. Ao final, uma delas será a escolhida, e ela resultará no produto a ser criado.

 

  • Prototipagem

 

Chegou a hora de colocar a mão na massa! Agora é o momento de transformar a ideia escolhida em um protótipo. Ele deve considerar todos os aspectos vistos em fases anteriores, e buscar ao máximo possível atender a todas as necessidades do público a quem ele se destina. É preciso ter sempre em mente a questão da empatia, da experiência do usuário. É importante também que os alunos não se apeguem demais ao protótipo, pois ele ainda passará, na próxima fase, por testes, e pode precisar ser reformulado.

 

  • Testagem e melhorias

 

Protótipo pronto? Chegou a hora de testá-lo! As mesmas pessoas que os alunos entrevistaram na fase inicial do projeto agora irão testá-lo. Com isso, os estudantes conseguirão descobrir “furos” em suas soluções e terão que pensar, buscar alternativas para remediar os problemas encontrados. Então, devem fazer melhorias no protótipo, refiná-lo. Ao final, o produto estará pronto, e se a escola quiser, ele poderá até ser implementado com o público, de fato.

 

Como a tecnologia pode ajudar no design thinking na educação

 

Como você percebeu, o design thinking na educação se dá por um processo colaborativo. Há momentos em que os alunos desenvoverão atividades fora da sala de aula, como as entrevistas com o público. É importante, no entanto, que as informações coletadas por cada um sejam sempre compartilhadas com todo o grupo. O contato entre a equipe e as trocas serão constantes, e tudo isso não cabe só na sala de aula. É essencial que os estudantes tenham meios para interagir e trocar informações e materiais, como por exemplo as inspirações que encontrarem em pesquisas.

 

O ideal é que, além do ambiente físico da sala de aula, os alunos contem também com um ambiente virtual para realizar toda essa comunicação e trocas. Isso enriquecerá o processo de design thinking. Para não ficar uma coisa improvisada, o melhor é que esse ambiente virtual seja disponibilizado pela própria escola por meio de uma plataforma específica, que permita conversas instantâneas entre os grupos e troca de links de arquivos de texto com as anotações e de materiais (inspirações) em diversos formatos, e sem consumir memória do celular ou do computador dos estudantes.

 

O Ambiente Virtual de Aprendizagem que desenvolvemos aqui na ClipEscola, por exemplo, permite todas essas interações. Os estudantes conseguem se comunicar e trocar materiais por meio de grupos monitorados de conversas ou por fóruns. Os arquivos trocados ficam armazenados em nuvem, sem ocupar espaço nos aparelhos dos alunos. É uma enorme facilidade para toda essa dinâmica. Entenda mais sobre o recurso por aqui.

 

Leia mais
– Aprendizado colaborativo: o que é e como a tecnologia pode ajudar a fomentá-lo
– Project Based Learning: prepare seus alunos para os desafios do futuro

 

E então, a sua escola está pronta para oferecer um ensino inovador usando design thinking na educação? Conte com a gente para o que precisar!

 

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AUTOR:

Graziela Balardim

A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.