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Rotação por estações

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07 de maio - 2021

Rotação por estações: conheça esse modelo de ensino híbrido e saiba como aplicá-lo!

Tempo estimado de leitura: 9 minutos (1851 palavras, 10574 caracteres)

Talvez você só tenha começado a ouvir falar em ensino híbrido depois da pandemia de Covid-19, mas sabia que esse é um conceito bem anterior a tudo isso? Ensino híbrido – a grosso modo – é a mescla de momentos online e offline para a construção do aprendizado, e existem muitos modelos híbridos que já existiam bem antes de todo esse caos. Hoje você vai conhecer um deles, o rotação por estações, e saber como aplicá-lo de forma que favoreça a todos os estilos de aprendizagem! Vamos lá?

 

O que é o modelo Rotação por Estações?

 

Rotação por estações é um modelo sustentado de ensino híbrido no qual tanto os momentos online quanto os offline ocorrem dentro da escola. O espaço – normalmente a sala de aula – é dividido em estações, e ao menos uma delas, obrigatoriamente, é online. 

 

Todas as estações trabalham com o mesmo tema central da aula, mas de formas diferentes e buscando contemplar todos os estilos de aprendizagem: visual, auditivo, cinestésico e leitura e escrita. Os alunos são divididos em grupos entre as estações, e devem percorrer todas até o final da aula, como se fosse um circuito.

 

As estações, embora se complementem devido ao tema central em comum, devem ter atividades independentes. Afinal, como cada grupo de estudantes começará o circuito a partir de uma estação diferente, não haveria como seguir uma linearidade, concorda? É importante também que o tempo em cada estação seja calculado de forma que os alunos consigam concluir as atividades propostas antes de seguir para a próxima.

 

Uma outra característica do modelo rotação por estações é a valorização do aprendizado colaborativo. Ele ocorre na maior parte do tempo, mas é possível também, em algum momento – de preferência na estação tecnológica – abrir espaço para o aprendizado individual, que pode se dar com pesquisas, jogos, exercícios, etc.

 

O professor, nesse contexto, atua na organização das estações, atividades, recursos didáticos e divisão de grupos;  no esclarecimento de dúvidas; e existe a possibilidade também de ele fazer parte de uma das estações, na qual poderia provocar debates e reflexões.

 


Como colocar em prática o modelo Rotação por Estações

 

Você viu como o modelo de rotação por estações é interessante? Agora vamos ver como colocá-lo em prática! Tudo parte do planejamento das estações, e há vários aspectos envolvidos aí. Venha, vamos conferi-los: 

 

Planejamento da quantidade de estações

 

Primeiro vamos falar da quantidade de estações, certo? A quantidade de estações deve levar em conta alguns aspectos:

 

  • Deve ser o suficiente para que os alunos tenham contato com o conteúdo de diferentes maneiras, visando atingir a todos os estilos de aprendizagem.

 

  • Deve levar em conta o tempo necessário para a conclusão das atividades em cada estação, tendo em mente que até o final da aula os alunos deverão ter percorrido todas.

 

  • Deve levar em consideração a quantidade de estudantes da turma, priorizando a formação de grupos pequenos, de preferência de até cinco alunos.

 

Planejamento de espaços

 

Em geral, o modelo rotação por estações costuma acontecer em sala de aula, com a divisão das estações ao longo do espaço disponível. No entanto, é possível adaptá-lo para outros espaços, conforme a necessidade e disponibilidade.

 

Um ginásio, por exemplo, pode ser usado para a aplicação do modelo, bem como uma quadra de esportes ou até o pátio da escola. Outra possibilidade, caso a instituição possua salas vagas, é colocar cada estação em uma sala diferente. Essas estratégias são bem interessantes, especialmente, para o cenário de distanciamento social.

 

Caso você esteja lendo este post ainda durante esse cenário que mencionei, e o comparecimento dos seus alunos às aulas esteja ocorrendo por meio da divisão da turma em grupos híbridos, uma possibilidade seria aplicar o modelo rotação por estações com os alunos presentes e enviar outras atividades aos estudantes remotos. No dia seguinte, eles se revezariam, então todos teriam acesso a essa forma de aprendizado. Viu, tudo tem jeito!

 

Planejamento das atividades

 

Agora chegamos no “recheio do bolo”. Vamos falar das atividades para cada estação? Aqui, mais uma vez, há alguns aspectos a considerar:

 

  • Todas as atividades das estações devem seguir um tema central.

 

  • As atividades de cada estação devem ter começo, meio e fim, não dependendo que o aluno tenha passado por uma outra estação para entendê-las.

 

  • As atividades devem estar em formatos variados, utilizando vídeo, áudio, leitura, escrita, materiais táteis e tarefas práticas, para que o assunto possa ser assimilado de várias formas e por todos os perfis de aprendizagem. Mais de um desses elementos pode fazer parte da mesma estação. É necessário também ter atividades que possam ser feitas de forma virtual, lembrando que uma estação, ao menos, deve ser online.

 

  • Todo o conteúdo deve ser planejado em tempo hábil para contato/execução das atividades dentro da estação. Deixe sempre alguma margem de folga, pois nem todos os estudantes concluem as tarefas no mesmo ritmo.

 


Levantamento de recursos

 

Você viu que as atividades precisam contar com recursos em vários formatos e até ter uma parte online, não é? Então, o planejamento para a aplicação do modelo rotação por estações passa, é claro, pelo levantamento de ferramentas necessárias.

 

Pense em diversos aspectos: 

 

  • Vídeos – já há material disponível para ser reproduzido ou algo precisará ser gravado? Nesse caso, será preciso de uma filmadora e microfone ou a webcam dá conta de tudo? O vídeo será reproduzido aos alunos da estação em um computador, em uma televisão ou em um telão? Ele será em realidade virtual aumentada e precisará de óculos específicos? Há fones de ouvido para todos os alunos da estação, para não atrapalhar os estudantes das outras?

 

  • Áudios – há podcasts e outros áudios disponíveis para reprodução ou algo precisará ser gravado? Nesse caso, será preciso de microfone ou dá para resolver tudo só com o gravador do celular? Há fones de ouvido para todos os alunos da estação, para não atrapalhar os estudantes das outras?

 

  • Textos – as leituras serão de materiais físicos ou digitais? A produção textual será no papel ou no documento digital? Há computadores ou tablets para todos os alunos da estação?

 

  • Materiais táteis – que informações podem ser passadas por meio de objetos que possam ser tocados? É possível usar materiais com aromas? A escola tem esses objetos ou é possível comprá-los ou mesmo confeccioná-los? 

 

  • Atividades práticas – quais materiais os alunos irão precisar para as atividades práticas propostas? Seria interessante criar uma estação maker? A escola tem os recursos necessários para isso?

 

  • Tecnologia – há computadores ou tablets para a estação tecnológica? A qualidade da internet é boa? A escola possui uma plataforma com ambiente virtual de aprendizagem para que os alunos possam acessar os materiais de forma organizada e enviar tarefas digitais ao professor? Que outros recursos digitais podem vir a agregar? Haverá games? Há cadeiras com encosto nas quais os estudantes possam ficar sentados na posição correta para usar o computador? 

 

Há várias coisas a se pensar para poder bolar estações bem ricas para o aprendizado, não é mesmo? É claro que muitos dos tópicos que você viu acima podem ser casados na mesma estação. O áudio – importante para o aprendizado de pessoas mais auditivas – por exemplo, pode ser o mesmo que sai do vídeo, ou pode ser separado, você que decide. A parte textual pode ser casada com a parte tecnológica, e a parte prática também. Todos os materiais (menos os físicos) podem estar organizados dentro do ambiente virtual de aprendizagem.

 

Você sabe que fazer essas junções é importante para que todos esses pontos sejam contemplados dentro do número de estações que serão montadas, certo? Afinal, temos que lembrar que as pessoas aprendem de diferentes formas, e não dá para deixar ninguém de fora do universo do saber!

 

Ahhhh… e é claro, você pode variar as junções que comentamos ao longo das aulas no modelo rotação por estações. Explore a criatividade! O importante é que o objetivo de aprendizagem seja alcançado, e por todos os perfis de alunos!

 

Como a ClipEscola pode ajudar

 

Quer uma ajuda para a implementação do modelo de ensino híbrido “rotação por estações”? Tudo bem, nós podemos te auxiliar! Você viu que as estações em geral – e não apenas a de tecnologia – requerem materiais, não é mesmo? Muitos desses materiais são digitais, e para que as coisas não fiquem uma bagunça, o ideal é organizar tudo de forma bem segmentada, prática e que não dependa do salvamento de arquivos dentro do computador, para que assim eles possam ser acessados em qualquer estação.

 

Aqui na ClipEscola nós desenvolvemos a Plataforma de Transformação Digital M3I, que possui um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) com tudo o que você precisa! Nele, os materiais podem ser disponibilizados aos estudantes de forma categorizada por disciplina, e tudo fica salvo em nuvem. Isso quer dizer que seus alunos poderão chegar em cada estação, verificar as orientações para a atividade e acessar os materiais que estarão disponíveis no AVA!

 

Além disso, se houver atividades que os estudantes devam enviar aos professores, tudo poderá ser feito pela plataforma também. O educador conseguirá, inclusive, acompanhar em tempo real o status de entrega das tarefas. Bacana, né? Se você quiser conhecer outras possibilidades do nosso Ambiente Virtual de Aprendizagem, é só dar uma olhada neste material aqui.

 

Leia mais
– Aprendizagem híbrida: online e offline juntos para uma nova experiência de ensino
– Sala de aula invertida: entenda tudo o que o modelo pode oferecer ao ensino!

 

Gostou do modelo Rotação por Estações? Aposto que os seus alunos vão gostar também! A aula fica bem mais divertida assim, não acha? É um bom jeito de aprender sem nem se dar conta. Espero que você aplique a ideia, e que ela seja bem proveitosa!

 

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AUTOR:

Graziela Balardim

A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.