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sala de aula invertida

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16 de abril - 2021

Sala de aula invertida: entenda o que é o modelo e tudo o que ele pode oferecer ao ensino!

Tempo estimado de leitura: 9 minutos (1865 palavras, 10608 caracteres)

Você certamente já ouviu falar da rainha das metodologias ativas, né? É claro que estou me referindo à sala de aula invertida, um modelo que inverte a lógica tradicional de aula e troca as atividades de casa e da escola de lugar. O conceito já era bem conhecido antes da pandemia, mas com ela, ganhou definitivamente os holofotes e a atenção, não apenas da educação superior, mas da básica também.

 

Quer saber tudo sobre a sala de aula invertida? Então grude os olhos na tela e devore esta leitura até o final!

 

O que é sala de aula invertida?

 

Sala de aula invertida (flipped classroom) é, ao mesmo tempo, um dos modelos do leque de métodos ativos de aprendizagem e dos de ensino híbrido. Sim, ensino híbrido também é um conceito bem anterior à pandemia, como você pode conferir por aqui.

 

Na sala de aula invertida, a parte de exposição dos conteúdos não acontece na escola, e sim em casa. O professor disponibiliza previamente aos alunos – geralmente por meio de plataforma online – materiais para estudo, como vídeos, videoaulas curtas, podcasts, textos, links de sites confiáveis, apresentações, etc. Assim, o aluno já chega na aula com uma bagagem de informações sobre o assunto.

 

A parte que fica para a sala de aula então é a de fixação dos conhecimentos, algo que, no ensino tradicional, acontece em casa. Essa fixação ocorre por meio de exercícios, debates, jogos e atividades práticas. O professor, nesse conceito, assume o papel de mediador da aprendizagem, tirando dúvidas, aplicando dinâmicas, fomentando debates e estimulando o aluno a buscar, questionar e mergulhar no mundo do conhecimento.

 


Quais as vantagens da sala de aula invertida?

 

  • Estimula a autonomia e o protagonismo do estudante

 

Na sala de aula invertida, o aluno cria responsabilidade com relação à construção do próprio aprendizado. Compete a ele ter contato com os materiais enviados pelo professor para entendimento do assunto. Tudo o que ele estudar, terá que trabalhar de forma prática no outro dia em sala de aula, então, não há como deixar o conteúdo acumular.

 

Com isso, o estudante acaba criando a própria rotina de estudos. Ele tem autonomia para decidir o horário em que irá estudar, a forma como terá contato com os conteúdos e até para pesquisar mais por conta própria. Ele sabe que a sua missão é chegar em sala com o assunto em dia, e cabe a ele decidir a forma como se organizará para isso.

 

Em sala, o palco é do aluno. Ele demonstra seus conhecimentos de forma prática em debates, dinâmicas, etc. A passividade do ensino tradicional é substituída pelo protagonismo, pois na sala de aula invertida, o estudante tem vez e voz.     

 

Tudo isso acaba até criando uma competição saudável, pois os alunos querem exibir o que sabem. Assim, se lançam na busca por informações mais profundas, na descoberta de novas possibilidades. Consequentemente, acabam desenvolvendo o gosto pelo aprendizado.

 

  • Permite que o aluno aprenda em seu próprio ritmo e por onde tem mais facilidade

 

Os alunos não têm todos o mesmo ritmo de aprendizagem, e também não aprendem sempre pelos mesmos meios. Quando a parte de assimilação de novos conhecimentos acontece por uma via única, e em um ritmo único, isso funcionará bem para alguns estudantes, para outros, nem tanto.

 

A sala de aula invertida permite que cada aluno aprenda em seu próprio ritmo. Ele pode rever um vídeo – seja uma videoaula ou não – quantas vezes precisar, pausar e voltar, ler um texto de maneira mais rápida ou mais lenta, escutar um podcast diversas vezes, etc. Quem dita a velocidade das coisas é o próprio estudante.

 

Além disso, o ideal é que o professor que trabalhe com esse modelo encaminhe materiais em diversas mídias, pois alguns estudantes têm mais facilidade de aprender vendo, outros ouvindo e outros lendo. Então, isso permite que os alunos escolham por qual meio querem estudar, e poderão assim aprender por onde sentem mais facilidade.

 

  • Fomenta a socialização e a tolerância

 

Uma das premissas da sala de aula invertida é o aprendizado colaborativo. Os alunos também aprendem uns com os outros, e nesse modelo, há espaço e incentivo para isso. Esse aprendizado acontece durante debates, dinâmicas em grupo, trocas de ideias em sala de aula ou mesmo em grupos e fóruns online. Essa colaboração acaba ajudando o estudante a trabalhar com questões muito importantes para a vida em sociedade: a socialização e a tolerância.

 

Saber conviver bem com pessoas diferentes, que pensam diferente e que têm personalidades diferentes será fundamental em diversos aspectos da vida do aluno, tanto no mercado de trabalho – que valoriza a capacidade de trabalhar em equipe – quanto nas relações pessoais que ele terá ao longo da vida. Portanto, essa é uma vantagem do método que não deve ser menosprezada.

 

  • Melhora o desempenho nos estudos

 

Nós aprendemos mais de forma ativa. Isso é demonstrado na pirâmide de aprendizagem de Willian Glasser. Como ela aponta, o aluno consegue obter um aprendizado entre 10% e 50% de forma passiva: lendo, ouvindo e observando. Já de maneira ativa – falando, perguntando, debatendo, escrevendo, interpretando, praticando, explicando e ensinando – esse aprendizado fica entre 70% e 95%. Percebeu como a diferença é grande?

 

Como você sabe, a sala de aula invertida é uma metodologia ativa de aprendizagem. A parte de fixação do conteúdo ocorre por meio de atividades práticas e debates em aula. Os alunos também ensinam uns aos outros. Portanto, têm todas as condições favoráveis para um desempenho maior do que é possível pelas vias de ensino tradicionais, nas quais eles têm apenas um papel passivo.

 

  • Desenvolve o pensamento crítico

 

A sala de aula invertida é um método que favorece o desenvolvimento do pensamento crítico, que é a capacidade de saber refletir sobre os fatos e formular uma opinião própria, não se tornando alguém facilmente influenciável e manipulável. Bem importante essa questão, você não acha?

 

Os debates, que acontecem muito nesse modelo de ensino, são especialmente favoráveis à formação do pensamento crítico. Neles, os alunos têm a oportunidade de expor suas ideias, ouvir as ideias dos outros, concordar, discordar, argumentar, contra-argumentar, mudar de opinião, levantar novos pontos de vista, etc. 

 

Ter debates frequentes ao longo de todo o período escolar ajudará a escola na missão de formar cidadãos com a capacidade de pensar de forma crítica, algo de extrema relevância para as pessoas que eles se tornarão no futuro, as escolhas que farão ao longo da vida e o papel que desempenharão na sociedade.

 


Como colocar a sala de aula invertida em prática

 

Agora que você já sabe o que é o modelo de aprendizagem “sala de aula invertida”, e sabe que ele traz muitos benefícios ao ensino, vamos ver como podemos colocá-lo em prática?

 

Você deve ter notado que ao longo do artigo falamos bastante da parte do aprendizado que ocorre na casa do aluno e da parte que é feita na escola. É claro que no contexto de EaD, tudo acontece na casa do aluno, mas dá para separar cada coisa em um momento diferente.

 

A primeira parte – o estudo do conteúdo didático – não deve acontecer durante a aula online, e sim previamente. Já a parte prática – de tirar dúvidas, debater o assunto, fazer exercícios e dinâmicas – ocorre nas aulas que são transmitidas ao vivo. Então, mesmo que a sua escola esteja realizando aulas de forma remota, já dá para começar a colocar o conceito de sala de aula invertida em prática. 

 

Quando o contexto for de aulas presenciais, basta seguir a divisão: para a casa do aluno a parte de estudo do conteúdo e para a escola a parte prática, de fixação do aprendizado. Se a turma estiver dividida em grupos híbridos, o processo é o mesmo. A diferença é que o grupo que estiver em casa fará tudo em casa, mas em momentos diferentes, e o grupo que estiver em aulas presenciais seguirá essa divisão, entendeu?

 

Se você não gosta de mudanças muito radicais e tem receio de trocar o ensino tradicional pela sala de aula invertida de uma vez só, vá fazendo isso aos poucos. Comece a testar esse formato para alguns conteúdos, e conforme o resultado for se mostrando satisfatório, vá ampliando. Aposto que não demorará muito para você se render totalmente à sala de aula invertida!

 

Como a ClipEscola pode ajudar

 

Você sabia que a ClipEscola é a plataforma de transformação digital escolar mais completa do mercado? Nossa solução possui um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) bem completo, que é capaz de dar todo o suporte tecnológico necessário para você aplicar o modelo de sala de aula invertida. 

 

O envio de materiais de estudo aos alunos, por exemplo, pode ser realizado tranquilamente no nosso AVA. Cada disciplina da escola tem uma categoria lá, e todas as matérias são disponibilizadas aos alunos de acordo com a grade da turma deles. Aí então é só enviar os materiais de cada matéria aos estudantes pela seção “Atividades em Casa”, que tudo chegará bem organizadinho para eles, para que tenham esse contato prévio com os conteúdos didáticos.

 

Fique tranquilo que arquivos pesados não serão um problema. A nossa solução tem a tecnologia de armazenamento em nuvem, por isso, os materiais não irão consumir nenhuma memória do celular ou computador do aluno. Então, use e abuse, mande todo o tipo de arquivo que quiser!

 

Depois, se a aula estiver acontecendo de maneira remota, temos salas de aula virtuais com transmissão ao vivo! Por lá os alunos podem debater por vídeo ou chat, tirar dúvidas com o professor e os colegas, fazer dinâmicas e até ajudar-se mutuamente na execução de exercícios durante as transmissões. Temos também o recurso de fórum, que pode ser muito útil no aprendizado colaborativo! Solicite mais informações por aqui.

 

Leia mais
– Métodos Ativos de Aprendizagem: como aplicá-los ao EaD
– Aulas híbridas: online e offline juntos para uma nova experiência de aprendizado

 

E aí, empolgado para colocar a sala de aula invertida em prática? Você sabe… precisando da gente, é só chamar!

 

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AUTOR:

Graziela Balardim

A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.