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Frequência do aluno

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05 de abril - 2021

Como medir a frequência do aluno no ensino remoto

Tempo estimado de leitura: 7 minutos (1466 palavras, 7932 caracteres)

A frequência do aluno é uma questão determinante para a aprovação dele para o ano seguinte durante o ensino fundamental e médio. Medir essa frequência, no entanto, está sendo um grande desafio para as instituições em tempos de ensino remoto, especialmente quando as aulas são assíncronas. A situação não irá mudar com a reabertura das escolas, visto que muitas terão presença física opcional e o ensino híbrido será uma realidade até o final de 2021. Como então é possível saber se o estudante realmente está assistindo às aulas?

 

Há maneiras de medir a frequência, sabia? Já vamos falar sobre isso. Só para deixar o assunto bem completo, o que você acha de darmos uma passadinha pela legislação para ver o que ela diz sobre a frequência escolar? Topa? Vamos lá então!

 

O que a lei diz sobre a frequência do aluno

 

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) Nº 9.394/1996 é bem clara: alunos do ensino fundamental e médio precisam ter no mínimo 75% de horas letivas para a aprovação. Já alunos da pré-escola, entre quatro e cinco anos, não correm o risco de reprovação. No entanto, devem ter no mínimo 60% de frequência, pois do contrário, poderá haver consequências para pais e escola. Quanto a creches, não há a exigência de frequência, já que é um ensino não obrigatório.

 

Já deu para notar que frequência escolar é assunto sério, não é? E tem mais, viu? A Lei Nº 13.803/2019 obriga que as escolas notifiquem o Conselho Tutelar quando o aluno atingir um número de faltas superior a 30% do percentual permitido por lei. Vale lembrar que durante a pandemia, houve um considerável aumento da evasão escolar, passando de 2% em 2019 para 3,8% em 2020, conforme estudo da Unicef.

 

Você sabe aonde eu estou querendo chegar né? Um bom controle da frequência do aluno ajuda a saber não apenas se ele está apto ou não a passar de ano, mas também a identificar casos de evasão escolar. Afinal, quando um aluno se evade, normalmente ele não avisa à instituição que está saindo, ele simplesmente some das aulas. Notando essa grande quantidade de ausências, a escola pode notificar o Conselho Tutelar e reverter esse quadro.

 


 

Formas de medir a frequência do aluno no ensino remoto

 

Agora que já falamos dos aspectos legais, vamos partir para o campo da ação! Chegou a hora de levantarmos possibilidades para a sua escola conseguir mensurar a frequência do aluno de forma assertiva. Let’s go!

 

Chamada oral durante as transmissões ao vivo

 

Vamos começar pelo básico do básico. A forma mais óbvia de medir a frequência do aluno é fazendo uma chamada oral, como acontece em sala de aula física, só que de maneira virtual. Então, durante a transmissão ao vivo, o professor chama o nome de cada aluno e anota quem está presente e quem não está. É claro que isso só é possível se estivermos falando de aulas síncronas (ao vivo).

 

Chamada por escrito no chat

 

Uma outra forma válida, mas que também só é possível para aulas síncronas, é a chamada via chat. Em vez de o professor chamar o nome dos alunos de maneira oral, ele pode fazer isso por escrito no chat da transmissão.

 

Sabe quais as vantagens disso em relação à chamada oral? Uma delas é a possibilidade de o professor não precisar chamar os nomes um por um. Ele pode simplesmente digitar no chat: “Quem estiver presente, digite o seu nome aqui”. Aí os alunos vão digitando enquanto o educador segue com a aula, e no final, ele verifica os nomes que foram escritos e os utiliza para confirmar as presenças. O consumo de tempo de aula é muito menor.

 

Outra vantagem é a questão do delay. Se a internet do aluno estiver lenta durante a chamada oral, ele pode acabar ouvindo o nome dele com atraso, e responder fora de hora. Imagine isso acontecendo com vários estudantes da turma ao mesmo tempo. Ficaria um pouco confuso, não é? Um acabaria respondendo “presente” na vez do outro. Já pelo chat, não haveria esse problema, pois a ordem dos nomes digitados não importa. 

 

Importação de lista de presença

 

Essa é, de longe, a melhor maneira de medir a frequência do aluno no ensino remoto. Ela é aplicável para aulas síncronas e assíncronas e consome zero tempo de aula. A importação da lista de presença é algo bem simples, só requer que você tenha a ferramenta que traz essa possibilidade.

 

Funciona assim: a escola cria o evento virtual para a aula, define data e hora para início e encerramento, escolhe se fará uma conferência de vídeo (aula síncrona) ou se colocará o link de uma aula gravada (aula assíncrona), e então envia o convite da aula à turma pela agenda digital. Quando o aluno clicar no link da aula, esse clique ficará registrado, e a escola poderá exportar a lista de participantes e usar como lista de presença.

 

Você deve ter notado que eu falei em “definir data e hora”, e talvez esteja pensando: “ué, mas em aulas assíncronas não tem isso”. Eu é que te digo: “ué, não tem mais pode ter!”. O fato de a aula ser gravada não impede que a escola defina um horário fixo para que os alunos a assistam. Isso é bom até para criar uma rotina diária e impedir que as aulas se acumulem. Assim, o link da aula só ficará disponível dentro daquele horário, e se o estudante tentar clicar nele depois, não conseguirá. Então, diariamente, a escola poderá recolher a lista de presença logo após o horário das aulas.

 

Se ainda assim a sua instituição preferir flexibilizar um pouco mais, tudo bem, é só definir um intervalo maior entre a data de início da aula e a de final. Dá para colocar o intervalo de uma semana, por exemplo. Aí, nesse caso, o link ficará disponível por todo esse tempo, e a sua escola exportará a lista de presença somente após a data e horário de expiração. É uma possibilidade!

 

Quer fazer um double check? É uma forma de garantir que o estudante não “trapaceou”, clicando no link da aula dentro do horário estipulado e depois indo embora. Para isso, basta que a sua escola deixe um questionário programado para envio aos estudantes após a aula perguntando quais assuntos foram abordados. Se o questionário tiver opções de múltipla escolha, dá para calcular as respostas automaticamente. Então, aí está outra dica!

 

Como a ClipEscola pode ajudar

 

Você já sabe que é possível medir a frequência do aluno mesmo no ensino remoto, certo? Agora só está faltando descobrir qual ferramenta usar para isso. Por acaso, a ClipEscola contempla todas as possibilidades de mensuração de frequência que você viu por aqui!

 

Sim, nossa solução possui um Ambiente Virtual de Aprendizagem bem completo! Ele possui sala virtual com transmissão ao vivo, na qual é possível fazer chamada oral ou por chat. Há também o recurso para a criação do evento virtual da aula, no qual é possível enviar o link da transmissão ou da aula gravada ao aluno, estipular data e hora para início e final e exportar a lista de presença depois.

 

Está achando que terminou? Nãnãninãnão! Lembra que eu te falei do double check via questionário? Pela ClipEscola, você consegue realizá-lo também. Temos a opção de formulários! Neles você pode colocar perguntas de múltipla escolha sobre os conteúdos abordados na aula e fazer o cálculo automático das respostas. Então, se você é daqueles que prefere pecar pelo excesso, te ajudamos com isso também! Solicite mais informações por aqui.

 

Leia mais
– Salas Virtuais ClipEscola: todas as possibilidades para o ensino remoto e híbrido
– Avaliações no EaD: como medir o rendimento do aluno de forma eficaz

 

Espero que esse artigo tenha te ajudado no desafio de medir a frequência do aluno no ensino remoto. Se precisar de um help nosso, é só chamar!

 

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AUTOR:

Graziela Balardim

A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.