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Inteligência Artificial na Educação

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28 de janeiro - 2020

Inteligência Artificial na Educação: como aproveitar ao máximo o potencial transformador da tecnologia

Tempo estimado de leitura: 9 minutos (1721 palavras, 10310 caracteres)

O homem sempre buscou por formas melhores de aprender e ensinar. Teria ele um dia imaginado que a resposta pode estar na máquina? Que uma inteligência não-humana seria capaz de extrair de dentro de cada aluno a capacidade máxima de aprendizado que possui? Essa ideia é a aposta de escolas que usam inteligência artificial na educação para proporcionar aos estudantes aprendizados mais personalizados, que focam na forma como cada um tem mais capacidade de aprender.

 

Não pense que essa compreensão – de que todos têm um potencial que só precisa encontrar uma forma de “vir à tona” – é um pensamento novo. Albert Einstein (1879 – 1955) – o homem cujo sobrenome é usado como sinônimo de “gênio” – já pensava dessa maneira. É dele a frase: “Todo mundo é um gênio. Mas se você julgar um peixe pela sua habilidade de subir em árvores, ele viverá o resto de sua vida acreditando que é um idiota”. 

 

Assim como ele, outros intelectuais do passado – como Paulo Freire – também acreditavam que havia formas de se chegar às fortalezas de cada aluno. O pedagogo defendia que o estudante aprende quando o conhecimento é vinculado à realidade dele. Concepções como essa se tornam praticáveis em larga escala quando incluímos a inteligência artificial na educação.

 

Quer entender um pouco mais? Venha comigo!

 

Aprendizado personalizado

 

Há muita disparidade no aprendizado em sala de aula. Enquanto alguns estudantes sempre tiram notas altas, outros têm dificuldades de concentração e colecionam notas baixas. É como se o conhecimento simplesmente não conseguisse “entrar na cabeça deles”. Será que esse segundo grupo de alunos não tem capacidade de aprender?

 

Como falamos anteriormente, grandes intelectuais do passado discordavam disso. Mas se é verdade que todos têm algum potencial, como “arrancá-lo lá de dentro”? 

 

A resposta não é uma fórmula fechada, do tipo 2+2 = 4. A experimentação mostrou que quando o aluno aprende de maneira mais individualizada, ativa e independente, ele aprende mais. A inteligência artificial na educação permite uma mescla de todos esses fatores.

 

Estudo de caso

 

A importância da individualização do aprendizado pode ser demonstrada por um estudo do psicólogo Benjamin Bloom publicado em 1984. Nele um sistema de mentoria individual foi aplicado aos alunos participantes. O desempenho médio deles aumentou de tal forma que a nota do pior aluno desse grupo foi superior à nota média dos estudantes que se mantiveram dentro do sistema de ensino tradicional.

 

O que isso nos diz? Que cada um tem particularidades na maneira de aprender, e que se elas são levadas em consideração, o desempenho é favorecido. Já se elas são niveladas por baixo para que o ensino seja uniforme, o rendimento dos alunos não será o mesmo.

 

O que fazer então? Não é praticável que cada estudante tenha um professor só para si em sala de aula. De que maneira a escola poderia dar a ele um ensino personalizado? Simples: investindo em Inteligência Artificial!

 

Software de IA

 

Um sistema dotado de inteligência artificial é capaz de chegar a um nível de compreensão sobre o aluno e de personalização do aprendizado dele que seria difícil até para um tutor humano. Veja o que um software assim é capaz de fazer:

 

  • Realizar uma varredura na internet, inclusive nas redes sociais do estudante, para começar a entender os gostos e preferências dele.

 

  • Traçar atividades personalizadas para o aluno e continuar aprendendo sobre ele enquanto as tarefas são realizadas – descobrindo no que ele tem mais facilidades e dificuldades; quanto tempo demora para resolver determinadas questões; se aprende mais lendo, ouvindo, vendo ou com um misto desses fatores; etc.

 

  • Usar reconhecimento facial para identificar o estado emocional e o nível de atenção do aluno.

 

  • Avaliar o tom de voz do professor e o nível do ruído em sala de aula.

 

  • Cruzar todos os dados captados e traçar relatórios detalhados.

 

Ao se aplicar um sistema assim ao aprendizado, ele ocorre de maneira personalizada e confere mais autonomia e protagonismo ao aluno. Ele passa a depender cada vez menos da figura do professor, que atua mais como um tutor. 

 


Outros usos da inteligência artificial na educação

 

Além de possibilitar a personalização do aprendizado dos alunos, há outros usos para a inteligência artificial na educação. Confira alguns:

 

  • Traduções simultâneas

 

A língua não é mais uma barreira para que a escola promova um intercâmbio virtual entre estudantes de diferentes países. Hoje já há fones de ouvidos inteligentes capazes de traduções em tempo real. Os fones “Pixel Buds”, lançados pelo Google, são um exemplo. Eles captam os sons à volta e realizam a tradução diretamente ao ouvido do usuário em segundos. Há traduções disponíveis em 40 idiomas.

 

  • Chatbot para tirar dúvidas

 

Na rotina de estudos, frequentemente os alunos se deparam com dúvidas sobre os conteúdos. Um chatbot dotado de inteligência artificial pode ajudá-los com isso a qualquer momento. A ideia começou a ser testada quando, em 1995, surgiu a assistente virtual “Alice”, na Universidade Lehigh (EUA). Em 2002 foi a vez da “Profª Elektra”, criada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). De lá para cá e ideia só se proliferou, e hoje existe inclusive o “Mr.Enem”, que ajuda os vestibulandos nos estudos para o ENEM.

 

  • Tutoria 24h

 

A inteligência artificial na educação está tão avançada que ela pode ser programada inclusive para fazer o papel de tutor, auxiliando o professor ou mesmo atuando sozinha nesse papel. Uma escola de negócios paulista, por exemplo, aplicou a ideia e criou uma turma de pós-graduação sem professor. O papel cabe ao tutor “Poul”, um sistema de IA que foi programado pelos melhores profissionais da instituição. Ele ensina o aluno de forma individualizada e está disponível 24 horas por dia.

 

Inteligência artificial nos processos escolares

 

Você notou como a inteligência artificial na educação caminha a passos acelerados? Mas não é só na parte pedagógica que essa tecnologia está inserida. Os processos e rotinas escolares seguem no mesmo ritmo, e já são realizados com o emprego de IA para objetivos como: 

 

 

Tudo isso é planejado dentro de Plataforma de Transformação Digital por meio de três ferramentas: chatbot, mapa de humor e análise preditiva. Veja alguns usos possíveis dos recursos:

 

  • Chatbot

 

O chatbot permite à escola automatizar uma série de tarefas como: atendimento a perguntas frequentes; divulgações; negociações financeiras e matrículas. A inteligência contida no bot é capaz de simular a fala humana, e possibilita um atendimento 24h sem as comuns “falhas humanas”.

 

Usando a funcionalidade a escola consegue aumentar a produtividade de equipe, já que os colaboradores podem focar esforços em atividades que não podem ser realizadas por um robô. A satisfação do público é outra vantagem do recurso, pois as pessoas podem ser atendidas a qualquer hora do dia ou da noite e sem tempo de espera. A eficácia das tarefas acaba sendo uma consequência natural. Saiba mais sobre o recurso aqui.

 

  • Mapa de Humor

 

O Mapa de Humor é uma ferramenta de uso estratégico para as instituições de ensino. O recurso realiza varreduras em todas as interações que ocorrem dentro da plataforma e é capaz de identificar estados de humor positivos, negativos e neutros em uma linha do tempo, e mostrar até as conversas que geraram esses picos de humor.

 

Com a ferramenta, a escola consegue saber se há pais que estão inclinados a mudar o filho de escola. Consegue também identificar se há insatisfação com o atendimento ou com alguma questão específica. Assim, a instituição pode traçar estratégias para reverter os cenários negativos e potencializar os positivos com antecipação. Saiba mais sobre o recurso aqui.

 

  • Análise Preditiva

 

A análise preditiva é uma funcionalidade poderosa. Ela é capaz de fazer projeções estatísticas de cenários futuros com base em ocorrências similares no passado e no presente. Para isso, se vale de machine learning, data mining e predictive modeling – recursos de inteligência artificial.

 

A ferramenta pode projetar os mais diversos cenários: matrículas, rematrículas, inadimplências, crescimento, desistências, etc. Com acesso a esses dados, a escola consegue rever o planejamento para mudar os cenários projetados, melhorando assim os resultados. Saiba mais sobre o recurso aqui.

 

Finalizando

 

A inteligência artificial na educação e na escola como um todo é um caminho sem volta. Em nenhum outro momento da história foi possível aprender de tantas formas diferentes e de maneira tão personalizada quanto agora. As rotinas escolares também nunca antes contaram com tantas facilidades e possibilidades estratégicas

 

Toda essa “mágica” só acontece porque tem como insumo os dados dos quais a inteligência artificial se alimenta. Por isso a importância de a escola se modernizar e ter uma plataforma que gerencie e armazene esses dados. 

 

Lembre-se: o ensino evolui, os processos evoluem. O mundo é uma roda que não para de girar. E que velocidade impressionante! O meu conselho para você é: pegue carona nela. Atualize-se e nunca se acomode, pois o progresso acontece, e ele não pede passagem!

 

Leia mais
– Transformação digital: a sua escola está caminhando no mesmo compasso do mundo?
– IA: a transcendência da comunicação escolar

 

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AUTOR:

Graziela Balardim

A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.