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aulas híbridas

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20 de julho - 2020

O professor do grupo de risco no contexto de aulas híbridas

Tempo estimado de leitura: 7 minutos (1332 palavras, 7741 caracteres)

A volta às aulas será híbrida, disso ninguém tem mais dúvida. Muito se fala da divisão da turma em grupos presenciais e remotos, e de como eles se revezarão. Mas, e quanto ao professor do grupo de risco, como ele ficará em meio a esse contexto de aulas híbridas? 

 

Em casa, é claro! Essa é a recomendação do Protocolo de Biossegurança divulgado pelo MEC. A cartilha aconselha que as escolas permitam o trabalho à distância aos colaboradores do grupo de risco. Embora a recomendação não tenha efeito de lei, a tendência é de que os estados sigam nessa mesma linha em seus protocolos de retorno às aulas. Em São Paulo, por exemplo, isso já é obrigatório.

 

Quem está no grupo de risco do Coronavírus?

 

Pertencem ao grupo de risco:

 

  • Pessoas acima de 60 anos;
  • Mulheres grávidas ou lactantes;
  • Fumantes;
  • Pessoas que estão fazendo tratamento oncológico ou com imunossupressores;
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas como: diabetes, asma ou outras doenças pulmonares, hipertensão arterial ou outros problemas cardiovasculares, obesidade mórbida, deficiência imunológica, entre outras.

 

Como professores podem dar aulas híbridas de maneira remota?

 

Parece uma situação confusa, não parece? As aulas serão híbridas – ou seja, meio presenciais, meio a distância – porém o professor que as ministrará ficará remoto o tempo todo, por ser do grupo de risco. Estranho, não é?

 

Acontece que a parte “híbrida” das aulas será para os alunos, mas para esses professores que são mais vulneráveis ao vírus, o trabalho será remoto em 100% do tempo, sem alternância entre escola e casa.  Ou seja, eles darão aulas para grupos híbridos, mas trabalharão em home office full time.

 

Agora talvez você esteja querendo saber como esses professores conseguirão dar aulas tanto para os alunos que estiverem na escola quanto para os que estiverem remotos. Saiba que isso é possível sim, mas exigirá planejamento das escolas. É importante que elas já comecem a se preparar para esse tipo de cenário.

 

O que é preciso?

 

Para que o professor consiga dar aulas simultâneas – tanto para o grupo de alunos presenciais quanto para o de alunos remotos – precisará haver alguma tela na sala de aula na qual a transmissão da aula dele possa ser reproduzida. Pode ser uma televisão, uma tela para projetor elétrico + o projetor, ou mesmo uma parede branca na qual a imagem possa ser projetada com o projetor elétrico.

 

Além da tela, a escola precisará ter uma plataforma para a realização das transmissões e um notebook que possa ser conectado no projetor ou na televisão para reproduzir as imagens. Caso a escola utilize TVs Smart, o notebook não será necessário. É importante também pensar em caixas de som, para uma melhor qualidade de áudio. 

 

Outro ponto que merece uma atenção especial é a internet. Para evitar que haja travamentos durante a transmissão, o ideal é que a escola disponibilize uma internet dedicada para os professores e outra para os alunos. Do contrário, a quantidade de acessos será muito grande, e isso poderá impactar na qualidade das transmissões.

 

Com esses recursos, o grupo de alunos que estiver em sala de aula conseguirá visualizar a aula normalmente. Para os alunos que estiverem em casa, a aula ocorrerá exatamente como está ocorrendo no momento atual: com o professor remoto e eles também.

 


Por que os alunos precisarão ir para a escola se a aula será remota?

 

Talvez você esteja pensando: “mas se os professores darão as aulas de forma remota, por que os alunos precisarão ir para a escola???”. Porque nem todos os professores estarão remotos! Uma turma, por exemplo, pode ter várias aulas no dia, e só uma delas precisar ser assistida pelo telão. Assim, aulas presenciais e remotas se intercalarão até dentro da sala de aula! Quer experiência mais híbrida do que essa?

 

Como a escola pode começar a se planejar?

 

O ideal é que a escola comece o planejamento fazendo um levantamento dos colaboradores que pertencem ao grupo de risco. É válido também verificar se algum deles mora com pessoas do grupo de risco, pois nesse caso, faria sentido que esses profissionais também permanecessem em casa.

 

Essa pesquisa pode ser feita de forma bastante ágil com o envio de um formulário pelo canal de comunicação da escola. Com o resultado estatístico gerado por essa pesquisa, a escola já saberá qual é o percentual de colaboradores que precisará fazer home office e quantos desses profissionais são professores.

 

Veja um exemplo:

 

Pesquisa sobre colaboradores do grupo de risco

 

Com os dados obtidos com esse levantamento, a sua escola poderá começar a planejar o investimento necessário em infraestrutura e tecnologia. É possível até fazer um inventário de tudo o que a instituição já tem disponível, como projetores, televisores, etc., para tentar reduzir os custos. Também é possível comprar equipamentos usados, que em geral têm um custo bem menor. Uma terceira opção para baratear os custos seria locar os equipamentos.

 

Como a ClipEscola pode te ajudar?

 

Você viu que é necessário um planejamento bem estruturado para o cenário de professores do grupo de risco na volta às aulas, não é? A ClipEscola pode te ajudar com toda a parte tecnológica. Temos recursos para as duas grandes necessidades desse cenário: comunicação da escola com os colaboradores e realização das aulas pelos professores do grupo de risco. Veja:

 

Comunicação da escola com os colaboradores

 

A ClipEscola possui um módulo de comunicação interna, no qual a instituição de ensino consegue se comunicar com todos os colaboradores de forma organizada e hierarquizada. Possui também uma integração nativa com o Google Forms, permitindo que a escola realize pesquisas com os colaboradores dentro da plataforma, e com todas as vantagens do Google.

 

Realização das aulas

 

A ClipEscola possui um Ambiente Virtual de Aprendizagem completo. Por ele o professor do grupo de risco conseguirá transmitir as aulas a partir de casa para os dois grupos de alunos – o que estiver na escola e o que estiver remoto. Poderá ainda enviar materiais para todos os estudantes, que conseguirão abrir os arquivos imediatamente pelo celular. 

 

Além disso, o professor poderá, a qualquer tempo, subir materiais complementares para a categoria da disciplina dele dentro da plataforma. Assim, os alunos poderão acessar esse diretório para estudar para provas quando estiverem em casa.

 

E por falar em provas, os professores poderão preparar as avaliações dentro da ClipEscola, por meio do recurso de formulários. Há até um modelo já pronto para isso. O educador então enviará a prova aos dois grupos de alunos e poderá observá-los durante a execução pela tela do monitor dele.

 

Os recursos que citamos estão sendo abordados neste post com foco no professor do grupo de risco, mas eles são úteis para todos os professores, pois todos precisarão trabalhar com aulas híbridas. Além das ferramentas que listamos, há muitas outras para diversas necessidades escolares. Saiba mais informações por aqui.

 

Leia mais
– Como viabilizar o distanciamento entre os alunos em sala de aula
– Como fazer a capacitação dos professores para o ensino híbrido

 

Espero que esta leitura tenha te dado um norte sobre como planejar um cenário de aulas híbridas com professores do grupo de risco. Se precisar de ajuda, você já sabe, é só entrar em contato com a gente!

 

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AUTOR:

Graziela Balardim

A autora é Jornalista, pós-graduada em Produção Multimídia e atua na ClipEscola como Conteudista de Marketing Digital.