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9 dicas para um checklist de volta às aulas perfeito

15 de fevereiro de 2017 | sem comentário | Categoria(s): Relacionamento Pais / Escola

Tempo estimado de leitura: 9 minutos (1739 palavras, 10136 caracteres)

volta às aulas

 

Acabou as férias! Mas isso não precisa ser motivo para desânimo. Com um pouquinho de organização e energia positiva, o ano vai ser super produtivo e memorável. Afinal, o objetivo da “paradinha” era voltar com força total e energias renovadas.

 

Os detalhes são muitos para assegurar que tudo ocorra como desejado e nós estamos aqui para te ajudar. Garantimos que atentando para as dicas vai ficar bem mais fácil administrar esse momento crucial. São nove áreas que fazem toda a diferença ao serem planejadas com carinho.

 

1 – Calendário

 

Antes de sabermos como vamos distribuir as atividades nos dias, precisamos descobrir como eles serão em 2017. E a resposta é: curtos! A maioria dos feriados vai cair na quinta e na sexta então é preciso decidir desde já se haverá algum “enforcamento”. Não se esqueça de conferir também as datas comemorativas específicas de sua cidade e estado.

 

Caso você utiliza um aplicativo escolar que administra eventos, como o ClipEscola, você já pode criar os agendamentos agora, garantindo que os pais receberão os lembretes quando a data estiver se aproximando. No caso de comemorações pendentes de definição, você pode utilizar as enquetes no app para verificar a data na qual a maior parte da comunidade escolar estará disponível para participar.

 

2 – Material escolar

 

Esse assunto é tão importante que já dedicamos um post exclusivo a ele. Mas vamos reforçar alguns dos principais pontos: avise os pais com antecedência, garanta que eles não esqueçam nem percam a “listinha”, deixe claro o uso e a importância de cada material pedido e indique fontes de dados para ajudar nas pesquisas de preços.

 

Outra questão importante dentro desse tópico é o material didático. As opções disponíveis para as escolas não param de se ampliar: são livros, apostilas, pdfs, aplicativos interativos e muitos outros.

 

Caso você ainda não esteja totalmente satisfeito com os recursos empregados atualmente, mas não houve tempo para realizar uma mudança completa antes do ano letivo começar, a dica é ir testando novos materiais aos poucos, em doses “homeopáticas”. Em um bimestre fazer uma experiência com sala de aula invertida, em outro experimentar um ambiente virtual de aprendizagem e por aí vai.

 

3 – Alimentação

 

Outro tópico crucial, afinal, estudos indicam que a alimentação adequada é decisiva no processo de aprendizagem. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada entre família e escola, mas quanto mais horas a criança passa na instituição de ensino, maior a preocupação com o que está sendo consumido nesse espaço.

 

Enquanto as escolas públicas possuem vários marcos legais de como conduzir esse assunto, como a Lei 11.947, nas escolas particulares o cenário é mais incerto, com os estados editando regras bem diferentes entre si e vários projetos tramitando na esfera federal.

 

Já que as instituições privadas de ensino possuem essa maior liberdade de ação, trata-se de uma grande oportunidade de diálogo. Por meio de enquetes ou reuniões, o ideal é consultar os pais sobre o que eles gostariam que fosse oferecido, aproveitando também para avaliar o nível de conscientização quanto à alimentação saudável na sua comunidade escolar.

 

4 – Comunicação

 

A evolução das tecnologias de comunicação proporcionou uma infinidade de opções para falar com qualquer pessoa. Isso é uma grande vantagem, mas pode gerar dúvidas na hora de escolher. No caso de uma escola, alguns aspectos são preponderantes para um fluxo de informações eficiente e seguro.

 

Ao lidar com crianças é preciso ter muito cuidado com os dados e a imagem delas, o que desaconselha o uso de redes públicas como o Facebook. No caso do WhatsApp, com seus infinitos bate-papos sem limite de horário, os pais é que ficam expostos: ao criar um grupo, o número de todo mundo é exibido sem restrições. O e-mail tem suas vantagens, mas nem sempre é aberto em tempo hábil, o que pode ser muito ruim em casos de emergência.

 

Aplicativos para celular desenvolvidos especificamente para a comunicação escolar já levam esses aspectos em consideração e apresentam funcionalidades pensadas do ponto de vista do processo educacional. Entre os recursos da ferramenta está o envio automático das mensagens emitidas pelas escolas para o e-mail dos pais quando eles ainda não baixaram o app. Isso além das funções interativas disponibilizadas nos smartphones e tablets, como enquetes, notificações, grupos de conversa etc.

 

Do bom funcionamento dessa área também depende a correta divulgação e assimilação das normas de convivência escolar, que são um preparo para a convivência em sociedade como um todo e para a formação da consciência cidadã. Não se pode deixar passar essa oportunidade de demonstrar clareza de regras e consistência de valores.

 


5 – Vestuário

 

Assim como no caso da merenda, o uniforme escolar não sofre muitas restrições legais na rede particular. Um dos poucos textos oficiais sobre o assunto é a Lei 8.907/94 que determina que se leve em consideração a situação econômica do aluno e o clima local para a escolha do uniforme e também estabelece multa para alteração de modelo menos de cinco anos após a adoção.

 

Mais uma vez, esclarecer as dúvidas dos pais preventivamente é fundamental. Deixe claro quais são as peças que contêm a marca da escola, se existe opção de regata, moletom, calça de educação física, etc. Indique os locais onde pode ser feita a compra e se assegure que eles possuem estoque para atender à demanda.

 

No caso do colégio não possuir essa obrigatoriedade, conscientize sobre a importância do uso de vestimenta adequada à faixa etária e da priorização do conforto e segurança em relação ao modismo e à exibição de grifes.

 

6 – Grade de horários

 

Essa parte é quase como montar um quebra-cabeça, não é mesmo? São tantas variáveis a considerar: salas disponíveis, o projeto político-pedagógico, os outros compromissos dos professores… Mas como em todo grande problema, o segredo é decompor em partes menores e ir resolvendo cada dificuldade por vez, contando também com a colaboração dos demais envolvidos e achando equilíbrio entre flexibilidade e determinação.

 

Alguns softwares, inclusive com opções gratuitas, automatizam grande parte dessa tarefa. Em situações menos complexas, utilizar uma planilha eletrônica, como o Microsoft Excel ou Google Spreadsheets pode ser o suficiente. No caso do Spreadsheets, além do serviço não possuir custo, ainda existe a vantagem da colaboração online em tempo real e da integração com o ClipEscola.

 

A revista Gestão Escolar escreveu uma matéria aprofundando muito esse tema e dando dicas sensacionais. Recomendamos a leitura!

 

7 – Mobiliário

 

Na hora de montar a grade de horários, com certeza você se preocupou com os espaços físicos e os equipamentos adequados para cada disciplina e atividade. Agora é hora de conferir se está tudo como esperado, se tem alguma coisa precisando de manutenção ou reposição, se os materiais estão limpos e no lugar certo.

 

Assim como no caso do material didático, algumas experiências podem ser feitas com recursos novos, como mesas interativas, kits de robótica e impressoras 3D, entre muitos outros. A familiarização deve ser conduzida de forma suave, sem “assustar” professores e alunos, aproveitando também para ensinar sobre a própria evolução tecnológica e sobre as diferentes formas de explorar um mesmo tema.

 

8 – Atividades extras

 

Depois de tudo isso ainda queremos mais! Na educação é assim mesmo e é um bom sinal, quer dizer que a metodologia está engajando e despertando a sede de aprender. Com os horários, profissionais e ambientes dispostos adequadamente, agora é hora de ver o que mais pode ser oferecido para a comunidade escolar.

 

Além da educação física curricular, alunos podem precisar de mais exercícios durante a semana, principalmente se passam a maior parte do dia na escola. As práticas desportivas desenvolvem habilidades individuais e de colaboração em grupo, tornando os times e competições verdadeiros “laboratórios” da vida social. Entre as modalidades que estão em alta e privilegiam o trabalho em equipe estão o rugby, o beisebol, o tchoukball e o hóquei na grama. Com mais foco nas aptidões individuais ou em dupla, temos o Badminton, a ginástica artística, o atletismo, as várias artes marciais e até parkour!

 

Para estimular o senso artístico, podem ser oferecidas aulas de hip hop, fotografia, circo, culinária e danças folclóricas. Outra vertente que está ganhando espaço vertiginosamente é a tecnológica, que vemos representada principalmente pelas aulas de programação e robótica. Vale também relembrar a questão da educação socioemocional, que já está até sendo discutida em nível legislativo.

 

9 – Emergências

 

Com tudo planejadinho fica bem mais fácil, mas isso não é motivo para achar que não haverá imprevistos. Fugir do combinado é justamente o que os define. Mas tem alguns que acontecem tão repetidamente que até daria para chamar de previsíveis. Então, listinha final para enfrentar esses chatinhos:

 

  • Informação de alergias e intolerâncias das crianças;
  • Remédios específicos com dosagens e horários, conforme orientação dos pais;
  • Contato dos pais, porque tem coisas que só eles podem decidir.

 

Leia mais
– Lista de materiais escolares no celular: sem chance de esquecer
– Como otimizar campanhas de rematrícula

 

Sentiu falta de algo no nosso checklist mór de volta às aulas? Compartilhe com a gente e vamos trocar uma ideia!

 

campanha de rematricula com clipescola

 


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